Como é bonita a mesquinhez da vida.
Porque é que constantemente me impressiono?
A sério, às vezes pergunto-me, porquê?
Não conhecia já esta imperfeição, que julgava esquecida,
Fruto do ócio e daquilo que essa mente brilhante vê,
Quando me observa, a mim, que a perturbo durante o sono?
Inveja, eufemismo de escasso valor.
Essa palavra não é suficiente.
Precisava de um transformador,
Aliás, dois.
Das aurículas e ventrículos para a mente,
Da mente para a televisão.
Mostrava aos semelhantes, e, depois,
Depois de me apurarem a compreensão,
Através da análise, no sotão da memória,
Do hipotético mal que terei feito àquele,
E a muitos outros seres (decerto o terei feito).
Aí sim, se, por ventura, algum erro fosse eleito,
Dirigir-me-ei a ele,
Sob a luz de uma certeza irrisória.
Sim, dirigia-me a essa "pessoa",
Desculpando-me de uma circunstância menos boa.
Perdoem a frase derradeira,
Essa rima aí de cima, foleira!
Mas não percebo efectivamente.
Resta-me rir num timbre estridente.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
Desilusões sempre agradáveis
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